Ao correr da pena ou a paciência de escrever num blog

Escrever num blog tem uma reponsabilidade que quem o tem por brincadeira/prazer ludico apenas, como é o meu caso, nem se apercebe do seu efeito imediato ou não, no caracter de outros, nas emoções e até na ajuda que pode, sem querer mas com bem querer, dar a outros bloguistas de igual natureza ou não.
Veja-se o efeito que alguns blogs têm nos nossos politicos que os denunciam como "almas satanicas" ou coisas aparentemente parecidas mas dando-lhes outro nome e, após isso, os sancionam formal e publicamente.
Hoje apeteceu-me fazer aquilo que sempre faço... ao correr da pena lá vem a inspiração e toca de fazer a pena ( neste caso o teclado) correr por entre as letras que se transforma em palavras e depois em frases que vão provocar emoções, e sorrisos e, abanares de cabeça e sabe-se lá o que mais aos meus fieis e dignissimos companheiros desta "luta" sempre positiva e errante.
Isto, sempre, depois, ou antes, de deambular por outros "sitios" amigos, nalguns sem deixar rasto visivel e noutros, por sorte ou porque quero mesmo tomar uma posição, deixando um "correr de pena" fruto da emoção que me surgiu e que quero partilhar.
Enquanto estava a encontrar este fio de meada veio-me á memória algo que quero partilhar sobre o prazer de escrever, mesmo que sem nexo nenhum, que são as cartas de amor. Já pouco vulgares e substituidas pelas sms, msn's e outros ss's todas são unicas, diferentes e instransmissiveis e, de seguida, porque a memória é tb como as cerejas, comecei a cantarolar ...
O quê ? O quê sim sim trautreiem lá que eu dou-vos a letra...
Aqui vai ela e... tenham o prazer de escrever e de sorrirem sem complexos, enquanto cantam ...
Como jurei,
Com verdade o amor que senti
Quantas noites em claro passei
A escrever para tiCartas banais
Que eram toda a razão do meu ser
Cartas grandes, extensas, iguais
Ao meu grande sofrer
Cartas de amor
Quem as não tem
Cartas de amor
Pedaços de dor
Sentidas de alguém
Cartas de amor, andorinhas
Que num vai e vem, levam bem
Saudades minhas
Cartas de amor, quem as não tem
Porém de ti
Nem sequer uma carta de amor
Uma carta vulgar recebi
Pra acalmar minha dor
Mas mesmo assim
Eu para ti não deixei de escrever
Pois bem sabes que tu para mim
És todo o meu viver
Cartas de amor
Quem as não tem
Cartas de amor
Pedaços de dor
Sentidas de alguém
Cartas de amor, andorinhas
Que num vai e vem, levam bem
Saudades minhas
Cartas de amor, quem as não tem.
Tony de Matos